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RFID no rastreamento de ativos retornáveis: como reduzir perdas e aumentar a eficiência logística

Descubra como o RFID ajuda a rastrear paletes, gaiolas, racks e ativos retornáveis, reduzindo perdas e melhorando a eficiência logística.

Vinicius Lopes
Publicado por Vinicius Lopes

RFID no rastreamento de ativos retornáveis: como reduzir perdas e aumentar a eficiência logística

Como a identificação por radiofrequência ajuda empresas a controlar paletes, gaiolas metálicas, racks e outros ativos reutilizáveis em toda a cadeia de suprimentos.

O desafio de controlar ativos que estão sempre em movimento

Em operações industriais e logísticas, nem tudo o que precisa ser rastreado é uma mercadoria destinada à venda.

Paletes, gaiolas metálicas, racks, contêineres, caixas plásticas e outros equipamentos retornáveis são utilizados diariamente para armazenar, transportar e movimentar produtos. Esses recursos circulam entre fábricas, centros de distribuição, fornecedores e clientes, muitas vezes passando por diferentes locais antes de retornarem à operação.

O problema começa quando a empresa perde a visibilidade sobre esses ativos.

Quantos estão disponíveis? Quais foram enviados aos clientes? Quantos ainda não retornaram? Onde estão ocorrendo atrasos? É necessário comprar mais unidades ou existem ativos parados em outros pontos da cadeia?

Sem um controle eficiente, essas perguntas podem depender de planilhas, registros manuais e conferências demoradas. O resultado pode ser a perda de equipamentos, a compra desnecessária de novos ativos, atrasos logísticos e custos operacionais que poderiam ser evitados.

Nesse cenário, a tecnologia RFID (Identificação por Radiofrequência) surge como uma alternativa para automatizar a identificação e melhorar o acompanhamento dos ativos retornáveis.

Como o RFID funciona no rastreamento de ativos?

O RFID permite identificar objetos por meio de ondas de radiofrequência. Para isso, são utilizadas tags RFID associadas aos itens, leitores responsáveis pela comunicação e um sistema capaz de processar as informações coletadas.

Cada ativo recebe uma identificação que permite relacioná-lo a um registro no sistema. Conforme o equipamento passa por pontos de leitura ou é identificado por um dispositivo móvel, os dados podem ser utilizados para registrar movimentações e atualizar seu histórico.

Em uma operação logística, por exemplo, uma gaiola metálica identificada com RFID pode ser registrada na saída de um centro de distribuição e novamente na chegada ao destino ou no retorno à origem.

Quando esses registros são integrados ao software de gestão, a empresa consegue construir um histórico das movimentações e acompanhar melhor o ciclo de utilização dos equipamentos.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de identificar vários itens em uma mesma operação de leitura, dependendo da tecnologia utilizada, do posicionamento das tags e das condições do ambiente.

Isso reduz a dependência de registros individuais e cria oportunidades para automatizar etapas que antes exigiam intervenção manual.

Um exemplo real: mais de 18 mil ativos identificados com RFID

O potencial dessa aplicação ganhou destaque em outubro de 2026, quando a RAIN Alliance divulgou um projeto da Indorama Ventures, empresa global do setor de produtos químicos e materiais.

A iniciativa, implementada pela ID Tech Solutions, utiliza RAIN RFID para rastrear mais de 18 mil gaiolas metálicas retornáveis distribuídas por mais de cinco armazéns internacionais.

O objetivo é melhorar a visibilidade dos ativos, apoiar a verificação das expedições e aprimorar o gerenciamento dos equipamentos reutilizáveis.

O caso evidencia um ponto importante: o RFID não precisa estar associado somente ao controle de mercadorias. A tecnologia também pode ser aplicada aos recursos utilizados para movimentá-las.

Para empresas que trabalham com grandes quantidades de embalagens retornáveis, estruturas metálicas e equipamentos compartilhados, esse tipo de controle pode representar uma oportunidade de melhorar a utilização dos recursos existentes.

Fonte: RAIN Alliance — notícia sobre o projeto da Indorama Ventures, publicada em 14 de outubro de 2026.

Quais ativos podem ser rastreados com RFID?

A aplicação depende das características do ativo, do ambiente e dos objetivos do projeto. Entre os principais exemplos estão:

Paletes e racks industriais

A identificação RFID pode ajudar a registrar a movimentação de paletes e racks entre áreas de produção, armazenamento e expedição.

Com pontos de leitura estrategicamente posicionados, é possível automatizar registros de entrada e saída e melhorar a visibilidade sobre a disponibilidade desses recursos.

Gaiolas metálicas e contêineres retornáveis

Empresas que transportam peças, componentes ou mercadorias em estruturas reutilizáveis podem utilizar RFID para identificar cada unidade e acompanhar sua circulação.

Como o metal pode interferir na comunicação por radiofrequência, a seleção da tag e sua instalação precisam considerar as características da estrutura.

Caixas plásticas e embalagens retornáveis

Em operações com caixas reutilizáveis, a tecnologia pode apoiar o controle dos ciclos de utilização, a conferência de quantidades e o acompanhamento dos retornos.

Isso é especialmente relevante quando os recipientes circulam entre diferentes unidades ou parceiros comerciais.

Ferramentas e equipamentos industriais

O RFID também pode ser aplicado ao controle de ferramentas, instrumentos e equipamentos compartilhados, ajudando a registrar retiradas, devoluções e movimentações internas.

Ativos de transporte e logística

Carrinhos, suportes, estruturas de movimentação e outros recursos operacionais podem receber identificação RFID para facilitar inventários e melhorar o controle patrimonial.

Cinco benefícios do RFID para ativos retornáveis

1. Maior visibilidade sobre a localização e a movimentação

Ao registrar eventos de leitura em pontos definidos da operação, a empresa consegue obter informações mais consistentes sobre a circulação dos ativos.

É importante observar que um leitor RFID convencional não fornece necessariamente uma localização geográfica contínua. O sistema registra identificações nos pontos em que a leitura acontece, permitindo inferir movimentações conforme a arquitetura implementada.

2. Redução de perdas e extravios

A identificação individual facilita a conferência dos ativos enviados e recebidos. Quando integrada a regras de negócio, a solução pode ajudar a identificar divergências, atrasos e itens que não retornaram conforme o esperado.

3. Inventários mais rápidos

Em vez de identificar cada ativo individualmente por meio de processos manuais, uma operação RFID pode realizar leituras múltiplas em menos tempo, desde que as condições técnicas sejam adequadas.

Isso permite atualizar os registros e verificar a quantidade de recursos disponíveis com maior agilidade.

4. Melhor aproveitamento dos recursos existentes

Quando a empresa não sabe quantos ativos possui ou onde estão sendo utilizados, pode acabar adquirindo unidades adicionais para compensar a falta de visibilidade.

Com informações mais confiáveis, fica mais fácil avaliar a disponibilidade dos equipamentos, identificar desequilíbrios entre unidades e planejar a necessidade de reposição.

5. Mais controle sobre os ciclos de utilização

Os registros de movimentação podem ser utilizados para analisar o tempo de permanência dos ativos em cada local, a frequência de utilização e o intervalo entre envio e retorno.

Esses indicadores ajudam a identificar gargalos e oportunidades de melhoria na operação.

Como estruturar um projeto RFID para ativos retornáveis?

Para obter resultados consistentes, a implantação deve começar pela análise do processo, e não apenas pela escolha dos equipamentos.

1. Identifique os ativos prioritários. Determine quais equipamentos apresentam maior custo, volume de circulação, índice de perda ou dificuldade de controle.

2. Avalie as condições de leitura. Considere o material do ativo, as distâncias necessárias, a quantidade de itens simultâneos e as condições ambientais. Para estruturas metálicas, avalie tags especificamente desenvolvidas para esse tipo de aplicação.

3. Defina os pontos de identificação. Portais, docas, esteiras, áreas de recebimento e expedição podem ser avaliados para a instalação de leitores e antenas. Em outras situações, coletores móveis podem ser mais adequados.

4. Estabeleça as regras de negócio. Defina quais eventos devem ser registrados, como saída, recebimento, transferência, devolução e manutenção.

5. Integre os dados aos sistemas existentes. A integração com ERP, WMS ou plataformas de gestão de ativos permite transformar as leituras em informações úteis para as equipes operacionais.

6. Valide o desempenho em um projeto-piloto. Antes de expandir a solução, teste a leitura nas condições reais de utilização e avalie a confiabilidade dos registros, a facilidade de operação e os indicadores de resultado.

Por que a escolha das tags e dos leitores faz diferença?

Nem todas as tags RFID apresentam o mesmo desempenho em todas as aplicações.

Uma tag adequada para uma caixa plástica, por exemplo, pode não funcionar da mesma maneira quando instalada diretamente em uma gaiola metálica. Da mesma forma, a configuração necessária para identificar ativos em uma doca pode ser diferente daquela utilizada em inventários com coletores móveis.

A frequência de operação, a geometria da antena, o posicionamento da tag, a potência do leitor e a disposição dos objetos influenciam o desempenho da leitura.

Por isso, um projeto eficiente precisa considerar o conjunto formado por tags, leitores, antenas, software e ambiente operacional.

Essa análise permite selecionar uma arquitetura compatível com os objetivos do projeto e evitar que limitações técnicas comprometam os resultados esperados.

RFID: mais do que identificar, é preciso transformar dados em resultados

O rastreamento de ativos retornáveis demonstra como a identificação automática pode contribuir para melhorar processos que, durante muito tempo, dependeram de controles manuais.

Ao conectar os ativos físicos aos sistemas digitais, o RFID permite registrar movimentações, melhorar a conferência e criar indicadores para uma gestão mais eficiente dos recursos.

O benefício vai além de saber quantos equipamentos existem. Trata-se de compreender como eles circulam, quanto tempo permanecem em cada etapa e onde podem existir oportunidades de melhoria.

Para a indústria e a logística, essa visibilidade pode ajudar a reduzir perdas, aproveitar melhor os recursos disponíveis e estabelecer processos mais previsíveis.

Quando cada ativo passa a ter uma identidade digital e suas movimentações podem ser registradas automaticamente, o controle deixa de depender exclusivamente de conferências manuais e passa a fazer parte de uma operação conectada.

Como a ACURA pode ajudar?

A ACURA oferece soluções de RFID para projetos de identificação, rastreabilidade, inventário e automação industrial e logística.

A escolha dos equipamentos depende das características dos ativos, do ambiente e dos resultados que a empresa deseja alcançar.

Quer avaliar como o RFID pode contribuir para o controle de ativos retornáveis na sua operação?

Fale com o time da ACURA.

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